Ano novo
Virou o ano.
Não sei bem o que isso significa, além de trocar o número no final das datas. Mas tem algo no ar, né? Uma vontade coletiva de recomeçar, de fazer diferente, de ser melhor.
Eu já fui muito de listas. Resoluções de ano novo, metas ambiciosas, promessas pra mim mesma que duravam até fevereiro. Hoje não faço mais.
Não porque desisti. Mas porque entendi que mudança não precisa de data marcada.
Você pode recomeçar em março, em agosto, numa quarta-feira qualquer. O calendário não manda em você.
O que eu quero pra esse ano? Honestamente, mais do mesmo. Mais do que funcionou, menos do que não funcionou. Continuar construindo o que já está bom. Ajustar o que precisa de ajuste.
Sem grandes revoluções. Sem reinvenções dramáticas.
Só seguir. Com mais intenção, talvez. Mais presença. Menos pressa de chegar em algum lugar e mais atenção no caminho.
Se o ano passado foi bom, que esse seja também. Se foi difícil, que esse seja mais leve. E se foi só um ano — nem bom, nem ruim, só um ano — que esse seja o que precisar ser.
Feliz ano novo pra quem chegou até aqui.
A gente se vê do outro lado.
Ana Jú