Construir a própria felicidade

Felicidade não é um destino. É uma construção.

Não é algo que você encontra, que aparece, que alguém te dá. É algo que você vai montando, dia após dia, com as peças que tem.

Aprendi isso sem perceber. Não foi uma decisão consciente de “vou construir minha felicidade”. Foi só… viver. Fazer as coisas que faziam sentido pra mim. Montar uma rotina que me deixasse bem. Cuidar de mim porque eu merecia esse cuidado.

Primeiro veio o básico: acordar num horário que funcionasse. Comer coisas que me faziam bem. Ter um trabalho que pagasse as contas e me desse alguma satisfação. Ter amigos pra conversar, família pra visitar, uma vida acontecendo.

Descobri que felicidade não é algo que você espera. É algo que você constrói. E ninguém pode fazer isso por você.

Depois veio algo mais sutil: aprender a estar comigo mesma sem precisar preencher cada segundo. Ficar em silêncio sem ligar a TV. Tomar um café sem olhar o celular. Deixar a mente vagar sem culpa.

Aos poucos, minha vida foi ficando cheia. Não de coisas extraordinárias, mas de mim. De escolhas que eu fiz, de caminhos que eu tracei, de uma rotina que fazia sentido pra quem eu era.

A sociedade tem mania de dizer que você precisa de certas coisas pra ser feliz. Relacionamento, casa própria, carreira brilhante, filhos. Como se existisse uma fórmula.

Não existe.

Você pode ter tudo isso e estar vazia. E pode não ter nada disso e estar completa. Depende do que você construiu por dentro, não do que acumulou por fora.

Quando você está inteira sozinha, você não precisa de nada externo pra se sentir bem. As coisas que vierem são bônus, não necessidade.

E isso muda tudo.

Ana Jú