Obrigada por estarem aqui
Quando comecei esse blog, não esperava nada.
Era um presente de aniversário pra mim mesma. Um cantinho pra colocar pra fora o que não cabia mais dentro. Não tinha expectativa de audiência, de engajamento, de nada disso. Era só eu, escrevendo pro vazio.
Mas o vazio respondeu.
Começaram a chegar emails. Não muitos, mas o suficiente pra me surpreender. Nem sei como me encontraram! Pessoas que gastaram alguns minutos do dia pra dizer que se identificaram. Que passaram por algo parecido. Que se sentiram menos sozinhas lendo.
Tem algo bonito em receber um email. É old-school, é lento, é proposital. Ninguém manda email por impulso. É alguém que parou, pensou, escreveu.
Me lembra dos tempos em que blog era alguma coisa. Quando a gente lia, comentava, criava conexões de verdade. Antes de tudo virar stories de 15 segundos e comentários de duas palavras. Antes dos haters que aparecem só pra destruir.
Email é diferente. Quem manda email quer conversar, não atacar. Quer dividir, não competir.
E o que mais me tocou foi perceber que minha história não era só minha. Que tem mais gente por aí que viveu algo parecido. Que ficou anos sem pensar em relacionamento e estava bem assim. Que encontrou alguém quando menos esperava — ou que ainda não encontrou, e também está bem.
A gente acha que é a única. Que ninguém entende. Que a nossa experiência é tão específica que não faz sentido pra mais ninguém.
Faz.
Sempre faz.
Então obrigada. Por lerem, por escreverem, por estarem aqui. Por fazerem esse cantinho parecer menos vazio. Por me lembrarem que vulnerabilidade conecta mais do que perfeição.
O bluebird agradece.
Ana Jú